domingo, 29 de setembro de 2013

ArquIdeias: Processo para Autorização de Exibição de Aparato Publicitário



A Lei Nº 5.639 de 01 de dezembro de 2009 - para visualizar a lei na íntegra clique aqui -dispõe sobre a ordenação do aparato publicitário no Município de Pelotas, regulamentando a utilização deste tipo de material em fachadas, veículos...

Com algumas exceções - que constam na Lei - todos os aparatos precisam passar por processo de aprovação na instância municipal competente, uma forma de garantir a segurança dessas estruturas - que na maioria das vezes se encontra sobre calçadas e áreas públicas - e de evitar a poluição visual em um centro urbano de interesse cultural e histórico.
Segue abaixo um processo elaborado para um estabelecimento comercial localizado no centro de Pelotas em setembro de 2013.




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

ArquIdeias: Sistema BubbleDeck


O sistema BubbleDeck consiste em colocar esferas plásticas de polipropileno uniformemente entre duas telas metálicas. Utilizado em zonas de concreto que não apresentam função estrutural, essas esferas servem, além de um significativo papel no que se diz sobre sustentabilidade, para reduzir o peso total de uma laje concretada convencionalmente.

O método é considerado revolucionário para reduzir o volume do concreto de uma laje e o peso da estrutura como um todo, além de apresentar alta resistência. Por reduzir até 35% do peso total de uma laje, removerá as restrições de pequenos vãos e de cargas permanentes. Incorporando essas esferas plásticas como formadoras de vácuo, as colunas poderão ter inter-eixos até 50% maiores. As esferas, por serem combinadas com o conceito das lajes cogumelo aumentam também os vãos nas duas direções, logo que ela é conectada às colunas por concreto in-situ sem nenhuma viga. O processo reduzirá o preço total da obra e apresentará um avanço sustentável para a construção.






O blog Construção Descomplicada descreve um exemplo da utilização e os impactos positivos dela: “… uma laje BubbleDeck de 280mm de espessura reduz o consumo de 0,09 m³ de concreto por m² de laje, que corresponde a aproximadamente 216 kg do material. Desta forma, ao utilizar o Bubbledeck pode-se deixar de emitir até 23,5 kg de CO² equivalente por m² de laje.”

A utilização das esferas, além dos benefícios de peso e do aumento dos inter-eixos, apresenta uma vantagem significativa quanto a utilização das vigas, que torna-se desnecessária para o espaço preenchido. Economiza tempo e dinheiro que seriam dispostos para o serviço de alvenaria a instalação. Como cada 1 kg do novo sistema substitui aproximadamente 60 kg de concreto, significará também uma redução de CO2 que seria lançado na atmosfera. Todas essas melhorias simplificam o processo o maximizam a industrialização.

O método, por ser trabalhado em material que tem um desemprenho acústico, garante também a remoção de ruídos entre pavimentos. Há também uma resistência testada ao fogo, que garante maior segurança aos que frequentarão a construção. Aumenta também, por poder ser embutido na laje, o pé direito, além de ter o Selo Verde e de minimizar os riscos operacionais e de segurança do trabalho.

No trabalho para buscar um exemplo de sustentabilidade para o setor da construção civil, a cada m² industrializado pelo BubbleDeck, há a substituição de 60 kg de concreto por 1 de plastico reciclado com matéria-prima retirada do meio ambiente, economia de madeira, redução de recursos utilizados para transporte em grande escala e a própria resistência ao fogo anteriormente citada. Já é aceito culturalmente, desempenha papel social, é ecologicamente correto e facilita a vida do trabalhador.






O sistema promete e apresenta alta capacidade de, em alguns anos, estar em todos os locais do mundo como tecnologia totalmente inovadora, ajudando o meio ambiente e favorecendo o mercado.






Fonte: BubbleDeck

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ArquIdeias: Primavera pede jardim... seja no chão ou não!!!


Para quem mora em um apartamento, ter um jardim parece um sonho distante. Mas com a técnica dos jardins suspensos é possível criar um canteiro com as mais lindas plantas, reciclar materiais e ainda perfumar o seu prédio. Se o apartamento que você mora tiver uma varandinha, melhor ainda.

Alguns cuidados a se tomar na execução do seu jardinzinho:

  • Veja qual é incidência de vento sombra e sol que seu apartamento recebe - Lembre-se que algumas flores e plantas não sobrevivem em certos ambientes. Para reduzir o impacto do vento e do sol, uma boa maneira é plantar palmeiras, bambus ou trepadeiras.
  • Pense na base que suportará seu jardim suspenso - em algumas lojas de construção e jardinagem, você consegue encontrar estantes, e outros suportes próprios.
  • Pensando em sustentabilidade?Crie seu próprio suporte! -  Ele pode ser feito com uma sapateira antiga (dessas que vêm em guarda-roupas comuns), ou até mesmo com algum móvel antigo, paletes , qualquer coisa que você possa aproveitar as madeiras e construir uma prateleira. Os potes plásticos são ideais para montar seu jardim e conservar o meio-ambiente.
  • Confirme se o local que você escolheu é seguro - Acidentes acontecem se você é imprudente. Prefira plantas que se encaixam ao espaço que você tem.
  • Arranjos cultivados em vasos são perfeitos para um jardim de apartamento, pois facilitam o cultivo - Com o passar dos anos, você deve realizar o transplante das espécies para vasos maiores. Isso favorece o crescimento e o desenvolvimento das plantas.
  • Cuidado para não descuidar do seu jardim ou regar água demais. Nas varandas ou sacadas dos prédios, as flores sofrem grande perda de umidade, o que aumenta o consumo de água. No momento da compra da sua plantinha, consulte um especialista, pois cada espécie precisa de uma quantidade diferente de água, luz, sombra e calor.
Os jardins suspensos revitalizam seu apartamento, tanto no sentido estético, como no conforto térmico. Procure um arquiteto paisagista na hora de escolher as espécies que irão compor o seu jardim suspenso.






 

Ambiente da Morar Mais por Menos Curitiba, o terraço de 138 m² recebeu um projeto de paisagismo em estilo mediterrâneo assinado por Eder Matioli: em 50 meios vasos de PVC parafusados direto na parede, o profissional colocou plantas adultas, como petúnias, Vinca Major e Véu de Noiva, em toda a superfície ao redor da porta que dá acesso a um dos quartos da casa.
No ambiente Escritório Verde, projetado pela paisagista Marisa Lima para a Casa Office, o objetivo é criar um espaço de trabalho ao ar livre, já que o contato com a natureza tende a ajudar na criatividade e na inspiração das pessoas. O painel feito de madeira de demolição (canela rosa e canela escura) recebeu exemplares de véu-de-noiva.
Projetado para um casal recém-casado, esta varanda fica em um apartamento térreo no bairro Palermo Viejo, em de Buenos Aires, Argentina. A designer Fabiola Ambrosano pediu para o marceneiro criar uma estrutura de ripas de compensado que foi fixada com parafusos na parede – e serviu de base para a trepadeira, palmeira areca e plantas para temperos (hortelã, manjericão, alecrim etc.).

A melhor parte deste terraço é a vista: uma visão do Duomo de Florença, na Itália, que mereceu um projeto inspirado na Toscana, assinado pelas arquitetas Marcela Schneider Ferreira e Barbara Campanaro. Uma estrutura de paletes recebeu tinta azul e serve de apoio para vasos de plantas – além de virar charmoso jardim, também esconde a unidade condensadora do aparelho split instalada no local.
Ambiente projetado pela arquiteta Leticia Wassali para a mostra Campinas Decor, esta lavanderia tem com primeira preocupação a sustentabilidade: por meio de um sistema de tratamento de águas cinzas, a água da máquina de lavar é tratada e utilizada para regar o jardim vertical que ocupa uma das paredes do espaço. Peperômias, colunéias e ripsális ocupam os vasos pendurados no painel composto de placas de vidro.

Projetado pela paisagista Marizeth Estrela, este jardim vertical fica na varanda de um apartamento em São Paulo: um painel de aço inox fixado na parede por meio de suportes de ferro que abriga vasos verdes e diversas plantas. Entre as espécies utilizadas estão orquídeas, flor de maio, chifre de veado e ripsális – todas que não necessitam de muita manutenção.
Assinado pela paisagista Marizeth Estrela, este jardim fica em uma casa paulistana localizada no bairro do Itaim Bibi. Vasos de fibra de coco estão fixados em um painel de madeira e abrigam ripsalis (na parte esquerda, é de um espécie que cresce para cima; na direita, uma variedade pendente). Seixos de rios e deque de madeira completam o espaço.
Para tornar a parte externa de um estúdio musical, localizada na cidade de São Paulo, mais aconchegante, a paisagista Marizeth Estrela optou por pendurar gerânios de várias cores na parte superior da parede laranja. As flores foram colocadas em vasos de plásticos de cor terracota fixados na parede com bucha e parafuso.


Para criar este jardim na varanda de um apartamento paulistano, a paisagista Ivani Kubo usou bambu-mossô, azaleias brancas, eugenias e mini fícus nos vasos que ficam no chão. O jardim suspenso é feito com vasos fixados nas pedras naturais, e a fonte de cimento da parede na cor terracota é rodeada de cachepôs do mesmo material que abrigam flores-de-maio. O caminho do piso é feito com arenito e pedriscos.
Construído no início da década de 1990, este jardim fica em uma cobertura da cidade do Rio de Janeiro e leva a assinatura da paisagista Ana Toledo. Uma resistente treliça de madeira foi fixada parede e serve de apoio para uma camada de placas de xaxim (na época do projeto, seu uso era permitido e comum), que recebeu espécies de orquídeas, bromélias e cactos.


O proprietário desta casa, localizada em São José dos Pinhais, queria um espaço onde pudesse receber os amigos e tomar seu chimarrão nos dias quentes. Para tornar a área ao lado da churrasqueira mais aconchegante, o paisagista Eder Matioli criou um jardim vertical usando o mesmo material do piso: as placas de madeira itaúba receberam vasos cerâmicos fixados com parafusos repletos de suculentas.
Pedras em cortes irregulares compõem o muro deste projeto assinado pelo paisagista Luiz Lima para a Casa Cor Rio de Janeiro: para aproveitar os espaços entre as pedras, ele “plantou” bromélias e ripsális. Os detalhes verdes na parte inferior são, na verdade, fontes que imitam “bolas flutuantes”, elaboradas com a ajuda de um ceramista e que têm como objetivo dar leveza ao espaço.
Para um apartamento duplex de um engenheiro paulistano, a arquiteta Andrea Balastreire criou um espaço moderno, com tema oriental, pensado para quem recebe os amigos com frequência. O paisagismo conta com palmeira, yuca e chifre de veado – as plantas no painel de madeira foram fixadas como se fossem quadros. Projeto feito em parceria com o paisagista Ricardo Pessuto.
A missão do paisagista Julio Anjos para esta casa de São Paulo era aproveitar o máximo possível uma sobra de terreno da casa. O jardim vertical foi uma solução natural e o profissional optou por ripsális e orquídeas chuva-de-ouro, ambas fixadas em placas de fibra de coco emborrachadas presas à parede. No solo, moreias brancas e bromélias.
Na hora de projetar o jardim da própria casa, o arquiteto Wagner Giongo, de Campos de Júlio (MG), pensou em um espaço que preza pela contemplação: o pergolado protege a área do sol e serve de apoio para a trepadeira, que irá fechar o espaço. Na parede, vasos de fibra de coco foram fixados em treliças de madeira que abrigam orquídeas intercaladas com vasos pendentes de samambaias.
Para deixar o canto deste jardim de uma casa paulistana mais aconchegante, a designer de interiores Cristina Mussi mandou pintar os bancos de madeira com pátina branca e coloriu os vasos com uma cor avermelhada, que realça as paredes verdes. O jardim na parede é composto por quadros de bambu e vasos de fibra de coco, que abrigam aspargos, ripsális e chifre de veado.
Em uma casa de Maricá (RJ), a paisagista Ana Toledo aproveitou filetes de pedra São Tomé que sobraram da obra da própria casa e propôs este projeto aos moradores: um painel artístico que se estende pelo muro do corredor e se avista pela janela da sala. Placas, vasos e cuias de fibra de coco se encaixam em nichos da superfície e abrigam bromélias, orquídeas, cactos etc.

Como o jardim é a porta de entrada desta imponente casa de 1200m², o paisagista Eder Matioli não deixou por menos no projeto de paisagismo: módulos de PVC que suportam vasos foram presos na parede e receberam begônias, tradescantias, marantas, entre outras espécies de plantas, que recebem irrigação por sistema de gotejamento. As petúnias rosas em primeiro plano ajudam a tirar a rigidez da escada de concreto.
O ponto de partida para a churrasqueira desta casa em São Paulo foi a própria arquitetura do imóvel: leve, com estilo clean e moderno. O jardim vertical é composto por uma moldura de madeira com quadriculados de ferro da parede, que recebeu vasos de dinheiro-em-penca. Projeto da arquiteta Andrea Balastreire. Paisagismo de Julio Anjos.
Jardim dos Encontros é nome do espaço projetado pela paisagista Marisa Lima para a Casa Cor São Paulo: um local aconchegante que serve para receber amigos e família. O painel foi feito com módulos de plástico reciclado que se encaixam e formam nichos onde são colocadas as plantas. Marisa optou por aspargos, liriops e filodendro.

Fonte: Casa Abril

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ArquIdeias: 20 de setembro e o tradicionalismo gaúcho na arquitetura

Post dedicado aos gaúchos de todas as querências!




Com a chegada de setembro, a chama do tradicionalismo começa a arder com mais furor entre os gaúchos. Em comemoração ao 20 de setembro, aqui estão reunidas algumas dicas para transformar sua casa ou estabelecimento comercial num ambiente mais campeiro sem perder o tom contemporâneo.


Identidade

Um dos pontos cruciais de uma boa decoração é dar uma identidade para o ambiente. A dica ésempre pensar em palavras, imagens, situações que relembrem o que queremos alcançar. Neste caso, palavras como campo, ferro, fogo, animais, madeira e pedra são elementos que remetem diretamente ao tradicionalismo, por isso é necessário explorar estas ideias na decoração.


































Alie o rústico ao moderno

É sempre bom mesclar o rústico e o tradicional com o moderno, o contraste nos ambientes é sempre uma saída que funciona”. Para isso, pode-se trabalhar no revestimento do piso e das paredes com madeiras de aspecto rústico ou pedras, aliando com acabamentos modernos e coloridos. Uma boa lareira é outro elemento importante numa decoração tradicionalista.



Ouse nos objetos

Na decoração, o apelo fica nos objetos e detalhes. Por exemplo, cobrir sofás e cadeiras com tricô ou pelegos; utilizar o tradicionalíssimo tapete de couro de gado; distribuir pela casa utensílios típicos do gaúcho, como laço, boleadeira, chapéus, mangos, fustas, celas, cuias, tachos de cobre, panelas de ferro, tapetes de fibra natural.Ousar nos objetos é uma alternativa que deixa o ambiente com identidade, e isso torna agradável.



Estabelecimentos comerciais

Para empreendimentos comerciais e restaurantes, o ideial é fazer com que seu estabelecimento lembre estâncias e, novamente, o campo. Para parte externa, trabalhar com pisos de pedra, telhado tipo “Santa Fé”, grandes varandas, tijolos aparentes, lanternas, tonéis de madeira, rodas de carreta, bancos de tronco, feno, cadeira de balanço.


Dicas gerais:
- Use madeira e revestimentos rústicos
- Moderno e tradicional, cause contraste entre os dois
- Utilize móveis com características do campo
- Pense em produtos manufaturados
- Resgate a história com quadros e imagens
- Ouse nos objetos que remetem à cultura gaúcha
- traga o verde do campo para dentro de casa